Como a perda auditiva afeta o cérebro

Cerca de um terço das pessoas com mais de 65 anos tem algum grau de perda auditiva. A partir dos 75, pelo menos metade das pessoas sofre com o problema.

Infelizmente, em muitas famílias há idosos que não ouvem bem, mas não reconhecem ou não aceitam o fato de que precisam fazer uso de aparelhos auditivos para ouvir mais e melhor. Isso prejudica seu contato familiar e social, levando-os a um isolamento cada vez maior.

É importante entender que usar aparelhos auditivos em caso de perda auditiva não parte do “querer”, mas do “precisar”. É uma necessidade real de saúde e um cuidado preventivo, pois os aparelhos e as terapias fonoaudiológicas ajudam a manter ativo o cérebro dos idosos por mais tempo.

Isso porque a diminuição dos estímulos auditivos afeta não apenas as áreas responsáveis pelo processamento do som e da linguagem , mas o cérebro como um todo, como mostram estudos recentes. A privação sonora pode acelerar a perda de massa encefálica em mais de um centímetro cúbico por ano, em comparação com os idosos com audição normal.

Assim, destacamos a importância da avaliação e reabilitação auditiva, que pode ajudar a evitar problemas cognitivos, atrofia cerebral, demência ou depressão nos idosos. Se você conhece alguém nesta situação, oriente-o e incentive-o a buscar ajuda especializada.

Referência: Hearing Loss Linked to Accelerated Brain Tissue Loss

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