Sinais do distúrbio do processamento auditivo central

A informação auditiva recebida através dos ouvidos precisa chegar de forma adequada ao cérebro para então ser compreendida e ganhar significado. Esse processo nos permite captar, classificar, organizar e interpretar os eventos acústicos à nossa volta, algo fundamental para uma comunicação eficiente.

Entretanto, algumas pessoas apresentam falhas nesse processo, o que é chamado de Distúrbio de Processamento Auditivo (DPAC) ou, numa definição mais recente, Transtorno do Processamento Auditivo (TPAC). É uma questão neurológica (central), que pode ou não estar relacionada com problemas de audição (periférica). O TPAC pode ocorrer de maneira isolada, por razões genéticas e dissociado de outras patologias, mas também pode coexistir com outros quadros.

A família pode observar os sinais de TPAC em crianças quando há fala ou linguagem inadequada à idade, dificuldade de aprendizagem (principalmente no período de alfabetização), cansaço para acompanhar as aulas, troca de letras para falar, ler ou escrever, dificuldade de memória, agitação e/ou inquietação, dificuldade para ouvir e compreender o que se ouve em ambientes ruidosos, dificuldade de manter a atenção e dificuldade de executar instruções orais.

Em adultos, é comum a queixa de que “ouve, mas não entende”, além da dificuldade para manter uma conversa, baixo desempenho no aprendizado de idiomas ou nas atividades em grupo, dificuldade para acompanhar uma fala em maior velocidade, dificuldade em manter atenção nos sons e realizar atividades ao mesmo tempo, dificuldade de memória, desatenção e/ou distração e dificuldade para entender palavras com duplo sentido (piada, ironia).

O TPAC não está diretamente relacionado a um maior ou menor grau de inteligência do paciente. Quando há desconfiança da presença do transtorno, o diagnóstico é feito através de testes padronizados auditivos comportamentais em cabina e testes eletrofisiológicos. Fique atento e, em caso de dúvida, procure um fonoaudiólogo especialista.

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